«O clima é altamente positivo. Tenho a impressão de que não teremos problemas graves», afirmou Tarso Genro depois de se reunir com o presidente do Senado, José Sarney. A um dia do fim do prazo, sabe-se que os arrozeiros pediram mais 15 dias para sair da reserva. Alegam que precisam de mais tempo para terminar a colheita do arroz plantado no território indígena, indica o Globo.
Mas o ministro-relator do caso no Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres Britto já solicitou ajuda à Polícia Federal que, está preparada para promover a retirada forçada dos não-índios que insistirem em permanecer ilegalmente na reserva após o dia 30. Estão a acompanhar a desocupação deputados da Câmara e do Senado. Estão ainda a elaborar um relatório de avaliação se os que saem têm os seus direitos assegurados.
Depois da saída dos arrozeiros, o futuro já está definido. «Vamos escolher locais para criar gado, peixe, plantar arroz, feijão, mandioca, milho, que já plantamos só para consumo próprio, e fazer reflorestação», adianta o coordenador- geral do Conselho Indígena de Roraima. Dionito José de Souza, citado pela agência Brasil, espera firmar parcerias. A intenção das lideranças é fomentar a produção agrícola de subsistência com apoio dos governos federal, estadual e de entidades parceiras, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem terra (MST).