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Brasil
Não-índios têm de sair da Raposa Serra do Sol até dia 30
O prazo para os arrozeiros saírem da reserva indígena Raposa Serra do Sol, no Roraima, termina amanhã, 30 de Abril. Ministro da Justiça considera que será pacífica a retirada

«O clima é altamente positivo. Tenho a impressão de que não teremos problemas graves», afirmou Tarso Genro depois de se reunir com o presidente do Senado, José Sarney. A um dia do fim do prazo, sabe-se que os arrozeiros pediram mais 15 dias para sair da reserva. Alegam que precisam de mais tempo para terminar a colheita do arroz plantado no território indígena, indica o Globo.

Mas o ministro-relator do caso no Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres Britto já solicitou ajuda à Polícia Federal que, está preparada para promover a retirada forçada dos não-índios que insistirem em permanecer ilegalmente na reserva após o dia 30. Estão a acompanhar a desocupação deputados da Câmara e do Senado. Estão ainda a elaborar um relatório de avaliação se os que saem têm os seus direitos assegurados.

Depois da saída dos arrozeiros, o futuro já está definido. «Vamos escolher locais para criar gado, peixe, plantar arroz, feijão, mandioca, milho, que já plantamos só para consumo próprio, e fazer reflorestação», adianta o coordenador- geral do Conselho Indígena de Roraima. Dionito José de Souza, citado pela agência Brasil, espera firmar parcerias. A intenção das lideranças é fomentar a produção agrícola de subsistência com apoio dos governos federal, estadual e de entidades parceiras, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem terra (MST).

Lucília Oliveira | FÁTIMA MISSIONÁRIA
29-04-2009 22:16

       
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