Mundo
Covid-19: ONU lança plano humanitário para países vulneráveis
Texto F.P. | Foto PAM | 26/03/2020 | 10:24
Campanha visa fornecer equipamento de laboratório para realização de testes e material médico. Está previsto ainda o lançamento de ações de sensibilização e a instalação de estações para lavagem das mãos em acampamentos
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O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, anunciou esta semana um plano global de resposta humanitária de 1,8 mil milhões de euros para combater o novo coronavírus (Covid-19) em vários países mais vulneráveis do mundo. As ações serão implementadas no terreno pelas agências da ONU, em parceria com as organizações não governamentais.

Na quarta-feira, 25 de março, a Covid-19 tinha infetado mais de 400 mil pessoas e causado mais de 16 mil mortes. Com presença em quase todo o mundo, a doença começa agora a chegar a países que já enfrentavam crises humanitárias por causa de conflitos, desastres naturais e mudanças climáticas.

Com este plano, a ONU pretende garantir o fornecimento de equipamento laboratorial para a realização de testes ao vírus, e de material médico, e promover a instalação de estações de lavagem de mãos em acampamentos. Estão ainda previstas campanhas de sensibilização e a criação de pontes aéreas em toda a África, Ásia e América Latina, para movimentar trabalhadores humanitários e equipamentos.

«A Covid-19 está a ameaçar toda a humanidade e, por isso, toda a humanidade deve reagir. É uma questão de solidariedade humana básica, ajudar os mais vulneráveis, milhões e milhões de pessoas que são menos capazes de se proteger. As respostas individuais de cada país não serão suficientes», afirmou António Guterres.

Já o subsecretário-geral de Assuntos Humanitários, Mark Lowcock, lembrou que o vírus «já mudou a vida em alguns dos países mais ricos do mundo» e «agora está a chegar a lugares onde as pessoas vivem em zonas de guerra, não têm acesso fácil à água potável e ao sabão e não têm esperança de uma cama de hospital se ficarem gravemente doentes». «Seria cruel e imprudente» esquecer os países mais pobres do mundo, sublinhou.
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