Mundo
Pandemia pode deixar mais 35 milhões de pessoas na pobreza
Texto F.P. | Foto Lusa | 25/03/2020 | 07:04
A perda de rendimentos e o aumento do desemprego decorrentes dos impactos do novo coronavírus terão efeitos devastadores na economia mundial, em particular na região da América Latina e Caraíbas, admite responsável da Comissão Económica
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A secretária executiva da Comissão Económica para a América Latina e Caraíbas, Alicia Bárcena, prevê consequências mais graves para a região devido ao impacto da pandemia mundial do novo coronavírus (Covid-19), do que as sentidas durante a crise financeira dos anos 2008-2009. As estimativas apontam para que mais 35 milhões de pessoas venham a cair na pobreza.

Segundo a responsável, é fundamental proteger da crise os grupos mais vulneráveis, como as pessoas idosas, os setores da população com baixos rendimentos e os pobres: «Quanto mais desigual seja um país, mais os grupos vulneráveis suportarão o peso das repercussões económicas da pandemia e disporão de menos recursos para combatê-la. Deve prestar-se especial atenção às mulheres pela sua dupla função de trabalhadoras e cuidadoras», sustentou.

Para Alicia Bárcena, o mundo precisa agora de coordenação e cooperação, para trabalhar numa nova economia. «Nenhum país poderá combater esta pandemia sem a cooperação mundial e regional. Necessitamos de uma maior integração e coordenação e a prioridade das políticas deve ser como abordar a atual crise social e de saúde. Necessitamos repensar a economia e criar uma nova visão para nos centrarmos nas soluções para fazer frente a este cenário tão difícil que temos pela frente», apelou.
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