Mundo
ONU alarmada com situação humanitária na Síria
Texto F.P. | Foto Lusa | 25/02/2020 | 13:28
Agências temem que milhares de inocentes tenham que pagar o preço de uma comunidade internacional dividida e pedem ações urgentes para que as pessoas cercadas pelo conflito sejam levadas para locais seguros
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O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) estima que cerca de um milhão de pessoas estão «em grave perigo» no norte da Síria, devido ao agravamento da «já desastrosa situação humanitária» na região, que enfrenta um inverno rigoroso.

Em comunicado, o líder da agência da ONU, Filippo Grandi, lançou um alerta urgente à comunidade internacional para que sejam tomadas medidas urgentes para levar as pessoas cercadas pelo conflito para locais seguros. E apelou aos países vizinhos para receberem mais refugiados.

O responsável considera que «a incapacidade de encontrar uma solução para a crise será uma mancha grave na consciência internacional coletiva», sublinhando que os milhares de inocentes encurralados nas províncias de Idlib e Aleppo «não podem arcar com o preço de uma comunidade internacional dividida».

Numa nota enviada às redações, o Fundo da População das Nações Unidas (UNFPA) manifestou-se «seriamente alarmado» com a atual situação humanitária no noroeste da Síria. As operações da agência na região sofreram um impacto significativo devido aos combates recentes, o que já levou ao encerramento de sete pontos de prestação de serviços.

Nas últimas três semanas, dois centros de saúde e duas clínicas móveis, que assistiam cerca de 6 mil pessoas, tiveram que interromper as operações, e outros três espaços seguros para mulheres e meninas foram suspensos, informou a agência, acrescentando que as mulheres e meninas na Síria estão a sofrer as piores consequências desta crise.
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