Fátima
Festa Litúrgica dos Santos Francisco e Jacinta Marto
«Mais que dar coisas, Jacinta Marto dá-se a si mesma»
Texto J.B. | Foto Ana Paula | 20/02/2020 | 10:36
A mais pequena das pastorinhas gostava muito de «partilhar o seu tempo com aqueles que sofrem», algo «muito difícil» atualmente, mas «é o que as pessoas mais sentem falta na solidão», alertou em Fátima a irmã Ângela Coelho
imagem

«Nascemos numa família de sangue, e pertencemos a outra onde nos unem os laços de fé em Cristo», explicou Ângela Coelho, religiosa e vice-postuladora da causa de beatificação da irmã Lúcia de Jesus, na vigília de oração da Festa Litúrgica dos Santos Francisco e Jacinta Marto, que ocorreu na noite desta quarta-feira, 19 de fevereiro, no Santuário de Fátima.

Segundo a religiosa, na mais jovem das pastorinhas de Fátima é possível admirar um «apelo à unidade nesta família que somos, porque se um irmão meu sofre, eu também sofro». A irmã Ângela convidou depois os peregrinos a «sustentar com oração e amizade, a unidade na construção desta família humana e cristã».

Na Jacinta é possível contemplar uma criança «que não desiste de ninguém, reza por todos, oferece-se por todos», e que, na sua curta vida, «foi íntima Daquele que nunca desistiu de ninguém», realçou a religiosa, citada pelos serviços de comunicação do Santuário de Fátima.

Para a irmã Ângela Coelho, a compaixão «é a característica da Jacinta que mais nos continua a desafiar». «Compaixão por todos os tipos de sofrimento, porque de facto, a Jacinta foi uma menina que viu o sofrimento dos outros, e teve várias visões pessoais sobre o sofrimento, como é o caso daquela frase  `tanta estrada, tantos caminhos e campos cheios de gente, a chorar com fome´, ou seja, é este sentido da paixão e do sofrimento que a marca de tal forma, e que nos faz perceber que ela se sentia mesmo responsável pela história que lhe era dada a viver.»

«A Jacinta gostava de partilhar a merenda com os pobres, a oração que fazia pelos outros, mas ela gostava também de partilhar o seu tempo com aqueles que sofrem, e é algo que hoje podemos partilhar, e que é muito difícil, mas é o que as pessoas mais sentem falta na solidão, alguém que esteja disposto a partilhar o seu tempo, conversar, fazer companhia», destaca a religosa.

A irmã Ângela mostrou aos peregrinos que «a pequena Jacinta é testemunho de alguém que partilha o seu tempo, às vezes feito oração, outras vezes feito presença, e esta ideia de partilhar tempo, sobretudo nos dias de hoje, é uma característica da santidade, porque há mais alegria em dar do que em receber, e nós aprendemos isto de Jesus, e a Jacinta é uma menina que encarna isto mesmo, porque mais que dar coisas ela dá-se a si mesma».

Qual é a sua opinião?
Login
Email: Palavra-chave:
Esqueceu-se da sua palavra chave?
Registar
Comentário sujeito a aprovação.