Mundo
Crianças iraquianas há dois anos sem ir à escola
Texto F.P. | Foto Lusa | 19/02/2020 | 07:02
Muitos dos menores residentes nas zonas que eram controladas pelo grupo terrorista Estado Islâmico continuam sem poder frequentar as aulas, devido às restrições de movimentos nos acampamentos de deslocados
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As Nações Unidas denunciaram esta semana que continuam a existir crianças no Iraque que não podem aceder à educação há mais de dois anos, nas zonas que foram controlados pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI). Apesar dos terroristas terem sido derrotados e expulsos, os menores enfrentam problemas com a documentação e a falta de liberdade de movimentos nos acampamentos de deslocados.

«Quando o gozo de este direito se vê afetado por qualquer motivo, a vida e o futuro destas crianças se veem gravemente afetados. A educação inclusiva e de qualidade não é só um direito em si mesmo, mas também essencial para a plena realização de outra série de direitos humanos. A educação tem, literalmente, o poder de transformar vidas e tornar realidade os sonhos», afirmou a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet.

A responsável reconheceu que o governo do Iraque está a dar passos para garantir o acesso à educação dos mais pequenos, mais alertou que existem ainda vários «desafios», entre eles a ausência de programas apropriados para a reintegração dos estudantes no sistema educativo estatal.

Nesse sentido, foi pedido às autoridades iraquianas que tomem medidas adequadas para superar os problemas burocráticos e administrativos que afetam os menores, para poderem matricular-se nas escolas públicas, as quais, segundo a ONU, são em muitos casos insuficientes, carecem de pessoal, de planos de estudos e de infraestruturas necessárias.
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