Fátima
Pastorinhos influenciam peregrinos com gestos e palavras
Texto J.B. | Foto FM | 17/02/2020 | 12:07
No dia de arranque do programa celebrativo dos 100 anos da morte de Santa Jacinta, Carlos Cabecinhas lembrou que os pastorinhos centraram as suas vidas nos mais pobres. O concerto de arranque deste programa apresentou uma Jacinta cheia de «compaixão»
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Os três pastorinhos centraram a sua atenção naqueles que «sofrem» e estiveram «atentos aos pobres e pecadores», destacou Carlos Cabecinhas, sacerdote e reitor no Santuário de Fátima, na Missa a que presidiu no templo mariano na manhã do último domingo, 16 de fevereiro. O responsável realçou que «não basta» o cumprimento dos mandamentos «porque esses são os mínimos». «A nós, seus discípulos, é-nos pedido mais, muito mais», alertou o sacerdote.

Carlos Cabecinhas sensibilizou os peregrinos para as consequências nefastas de palavras que ofendem. «São muitos os modos pelos quais causamos danos uns aos outros: as nossas palavras que ofendem, ou calunias que destroem o bom nome, o desprezo que exclui ou a indiferença que fere, pode ser o orgulho que impede perdoar e pedir perdão... tudo isto mata, tudo isto destrói. Quantas vezes as nossas palavras matam... temos consciência disto?» perguntou o reitor do templo da Cova da Iria, frisando que os cristãos não podem ser, ao mesmo tempo, «oferentes perante Deus e ofensores perante os irmãos».

As palavras de Carlos Cabecinhas foram proferidas no dia em que o Santuário de Fátima iniciou a celebração do centenário da morte de Santa Jacinta Marto com o «VI Concerto evocativo dos três pastorinhos de Fátima». O momento musical esteve a cargo do ensemble Moços do Coro, que interpretaram, em estreia absoluta, dois temas encomendados pelo Santuário de Fátima para assinalar os 100 anos da morte de Santa Jacinta.

As peças em estreia foram compostas por Rui Paulo Teixeira e por Gonçalo Lourenço, a partir de dois poemas inéditos sobre Santa Jacinta, escritos por Pedro Valinho Gomes e por José Rui Teixeira. Os poemas revelam «uma menina consoladora, que aprendeu com Maria, e na escola do Seu Imaculado Coração, a fazer da vontade de Deus o centro conformador da sua existência, numa total e oblativa compaixão pelos que lhe eram próximos», explicam os serviços de comunicação do Santuário de Fátima.

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