Mundo
Cidade do México proíbe uso de sacos de plástico
Texto F.P. | Foto M.A. | 16/02/2020 | 15:58
Lojas e supermercados impedidos de venderem bolsas plásticas aos clientes. A cidade é uma das capitais mais populosas do ocidente e todos os dias produz cerca de 13 mil toneladas de lixo
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As autoridades da Cidade do México aprovaram uma lei a proibir o uso de sacos de plástico, uma medida que entrou em vigor no início do ano e que serve de pontapé de saída para outras iniciativas nacionais para banir os plásticos descartáveis até 2021, de forma gradual.

A capital mexicana gera todos os dias 13 mil toneladas de lixo e as autoridades locais pretendem também acabar com a comercialização de outros artigos em plástico descartável, como as palhinhas, copos e talheres. Trata-se de dar passos concretos no combate à poluição, dando a entender que o desenvolvimento económico é compatível com a proteção do meio ambiente, explicou a prefeita da cidade, Claudia Sheinbaum.

Na América Latina, todas as megacidades estão a proibir os sacos de plástico: Rio de Janeiro e São Paulo, no Brasil; Buenos Aires, na Argentina, enquanto Lima, no Peru, e Bogotá, na Colômbia, cobram impostos sobre a venda desses produtos. Já na América do Norte, apenas mais duas cidades tomaram a medida de proibir plástico descartável: Los Angeles, na Califórnia, que baniu a maioria dos sacos, à exceção dos mais grossos, e Nova Iorque, que anunciou a proibição para março deste ano.

Para os responsáveis do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), a grande viragem na luta contra os plásticos descartáveis poderia vir da China. Com 1,4 biliões de pessoas, o país continua a ser o maior gerador de embalagens de plástico. O governo divulgou um plano para proibir bolsas não-biodegradáveis até o fim deste ano nas grandes cidades, e dois anos depois em todo o território.
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