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Milhares de crianças sem escola em Cabo Delgado
Texto F.P. | Foto Lusa | 13/02/2020 | 07:02
Ataques dos grupos armados na província moçambicana afetaram dezenas de escolas públicas. Região já tinha sido atingida pelo ciclone Kenneth, que havia destruído várias infraestruturas
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A ministra da Educação de Moçambique, Carmelita Namashulua, revelou esta semana que os ataques armados na província de Cabo Delgado, no norte do país, causaram danos «em 97 escolas» e deixaram quase 31 mil alunos e 700 professores sem espaços seguros para prosseguirem com as aulas.

Enquanto o governo tenta recuperar as escolas afetadas, numa província que há um ano foi também atingida pelo ciclone Kenneth, que destruiu várias infraestruturas, a ministra assegurou que as crianças «serão acolhidas em escolas mais seguras», em distritos que não têm sido afetados pelas incursões dos grupos armados.

Namashulua falava num comício em Pemba, capital provincial, orientado pelo Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, que repetiu um apelo que tem sido feito pelas autoridades aos mais jovens, para que se afastem de ações de aliciamento para combater pelos «malfeitores», pedindo ainda à população que denuncie os mentores da violência.

Os ataques armados na província de Cabo Delgado ocorrem desde 2017. Nunca houve uma reivindicação da autoria das ações violentas, com exceção para comunicados do grupo jihadista Estado Islâmico, que desde junho tem vindo a chamar a si alguns deles, com alegadas fotografias das ofensivas, mas cuja presença no terreno, especialistas e autoridades consideram pouco credível. Os ataques já provocaram pelo menos 350 mortos e mais de 150 mil  pessoas afetadas com perda de bens ou obrigadas a abandonar casas e terras em busca de locais seguros.
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