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Alimentam 1,7 milhões de estudantes em 18 países
Texto F.P. | Foto «Mary's Meals» | 12/02/2020 | 07:03
Movimento nasceu para proporcionar alimentação nas escolas das zonas mais pobres do planeta. Neste momento, assegura refeições diárias a 1,7 milhões de crianças
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O movimento global Mary´s Meals, que nasceu para proporcionar alimentação nas escolas nas zonas mais pobres do planeta, já conseguiu chegar a 1,7 milhões de crianças em 18 países, com refeições diárias. Só nos últimos seis meses, aumentou em 160 mil o número de estudantes apoiados pela organização.

«A comida nutritiva anima as crianças - que de outra forma poderiam faltar à escola devido à pobreza e à fome – a assistir às aulas, dando-lhes energia para concentrar-se e aprender. Cada prato de arroz e ervilhas, cada taça de papa e cada porção de milho e feijões ajuda uma criança esfomeada a aproveitar ao máximo a sua educação, dando-lhe a esperança de um futuro mais brilhante», assegura a organização em comunicado.

Atualmente, alimentar uma criança durante todo o ano letivo custa 18,30 euros e cada ração da Mary´s Meals custa nove cêntimos de euro. O movimento garante que pelo menos 93 por cento dos donativos são gastos diretamente nos programas de alimentação, que decorrem em escolas do Malawi, Libéria, Quénia, Síria, Líbano, Zâmbia, Haiti, Uganda, Sudão do Sul, Etiópia, Myanmar, Tailândia, Benin, Índia, Equador, Madagáscar e Roménia.

O trabalho da organização começou em 2002, depois de Magnus MacFarlane-Barrow ter visitado o Malawi durante uma crise de fome e ter conhecido uma mulher que estava a morrer com Sida. Quando Magnus perguntou ao seu filho quais eram os seus sonhos de vida, ele respondeu: «Quero ter comida suficiente e ir à escola algum dia».

Segundo dados da Mary´s Meals, um ano depois da introdução do projeto alimentar nas escolas, as matrículas sobem em média 36 por cento, e 97,7 por cento dos professores dizem que os alunos prestam mais atenção às aulas. Já a percentagem de crianças que afirmam nunca se sentirem esfomeados na escola passa de 13,2 por cento para 87,4 por cento.
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