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Continuam a chegar armas à Líbia apesar do embargo
Texto F.P. | Foto Lusa | 28/01/2020 | 07:02
A denúncia partiu da Missão das Nações Unidas no país que teme uma nova escalada de violência. Organização dá conta da entrada de armamento e combatentes nos aeroportos líbios nos últimos dias
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A Missão das Nações Unidas na Líbia (MANUL) denunciou este fim de semana que as violações ao embargo de armas continuam a verificar-se na Líbia, apesar dos compromissos acordados em Berlim (Alemanha) para pôr fim ao fornecimento de armamento aos insurgentes. Teme-se uma nova escalada de violência no país.

Em comunicado, os responsáveis da ONU «lamentam profundamente as violações flagrantes e persistentes do embargo sobre armas», objeto da resolução 1970 do Conselho de Segurança em 2011, e dão conta de vários voos que chegaram nos últimos 10 dias aos aeroportos do oeste e este da Líbia para entregar aos insurgentes «armas sofisticadas, veículos blindados, conselheiros e combatentes».

A Líbia está mergulhada numa crise desde a queda do regime de Muammar Kadafi em 2011, e o país está dividido em dois poderes rivais: o governo de União Nacional liderado por Fayez al-Sarraj, baseado em Trípoli, e o do marechal Jalifa Haftar, chefe militar do este líbio.
As partes envolvidas no conflito haviam prometido a 19 de janeiro, em Berlim, respeitar o embargo de armas das Nações Unidas e abster-se de intervir nos assuntos internos do país dilacerado pela guerra civil, reclamando, na mesma data, um cessar-fogo permanente.

De visita Argélia, este fim de semana, o Presidente turco, Recep Erdogan, reafirmou que a crise na Líbia não pode resolver-se por «meios militares». «Estamos em intensas conversações com os países da região e com as instâncias internacionais para garantir o cessar-fogo e permitir o retorno do diálogo político na Líbia», disse o governante.
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