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Igreja preocupada com tráfico humano em Moçambique
Texto F.P. | Foto Lusa | 25/01/2020 | 15:54
Fenómeno está ligado ao crime transfronteiriço e às crenças culturais, sobretudo na região norte do país. Comissão Episcopal admite que há muito a fazer para combater este flagelo, inclusive no seio da própria Igreja
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A Comissão Episcopal para os Migrantes, Refugiados e Deslocados (CEMIRDE) reafirmou esta semana a sua preocupação com o tráfico de seres humanos, venda de órgãos ou partes do corpo e migração ilegal no país, um fenómeno aliado ao crime transfronteiriço que constitui uma grave violação dos direitos humanos.

Segundo a irmã Marinês Biassibet, secretária-geral da CEMIRDE, o tráfico humano está também ligado às crenças culturais, sobretudo na região norte, havendo ainda um longo trabalho a fazer no domínio do combate e prevenção, inclusive por parte das instituições da Igreja.

A CEMIRDE é um organismo da Conferência Episcopal de Moçambique que atua na área da migração, refugiados, deslocados e direitos humanos. A religiosa destaca a «boa coordenação» e articulação existentes entre a Igreja e o governo no combate e prevenção do tráfico de seres humanos.
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