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Instabilidade deixa mulheres grávidas sem assistência no Sudão
Texto F.P. | Foto Lusa | 20/01/2020 | 07:02
Disputas entre comunidades nos acampamentos para deslocados internos obrigaram mais de 40 mil pessoas a fugir. Muitas delas eram mulheres grávidas, a grande maioria prestes a dar à luz
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A instabilidade na região do Darfur ocidental está a deixar milhares de mulheres sem serviços adequados de saúde reprodutiva e proteção, o que põe em perigo as suas vidas, a sua saúde e a sua segurança. Desde dezembro último, mais de 40 mil pessoas foram obrigadas a fugir dos acampamentos para deslocados internos, devido às disputas entre comunidades, entre as quais estavam mais de 10 mil mulheres, grande parte delas grávidas e prestes a dar à luz.

«Depois dos recentes ataques aos acampamentos, as mulheres tiveram que fugir deixando para trás as suas casas queimadas e todos os seus pertences pessoais, o que as deixou traumatizadas e necessitadas de apoio psicológico. Como não têm onde refugiar-se, continuam a sentir-se inseguras e são muito vulneráveis à violência e ao assédio», denunciou esta semana Massimo Diana, representante no Sudão do Fundo de População das Nações Unidas.

Segundo dados do Ministério da Saúde e Desenvolvimento Social, calcula-se que cerca de 3.500 mulheres grávidas precisam de serviços de saúde urgentes. Destas, perto de 700 estavam no final da gravidez. «A falta de serviços obstétricos para mulheres grávidas e a falta de acesso a um parto seguro pode levar à perda de vidas, tanto para as mães como para os recém-nascidos», lamenta Massimo Diana.
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