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Migrantes resgatados sem porto para desembarcar
Texto F.P. | Foto Lusa | 13/01/2020 | 10:33
Barcos de organizações humanitárias aguardam há vários dias em alto mar por autorização para desembarcar mais de 200 migrantes resgatados no Mediterrâneo central
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O barco da organização não governamental (ONG) espanhola Open Arms e o da alemã Sea Watch estão há três dias à espera de um porto para desembarcar depois de terem resgatado 118 e 119 migrantes, respetivamente, no Mediterrâneo Central. Através das redes sociais, os ativistas alertam para as duras condições em que se encontram os migrantes, obrigados a dormir ao ar livre, ao frio e à chuva.

«A humanidade não está perdida, a sociedade civil está aqui no meio do mar, no meio de nada, faltará saber se também estão as administrações», afirmou o fundador do Open Arms, Oscar Camps, citado pelas agências internacionais, que se encontra a bordo, depois de ter resgatado 118 migrantes em duas operações.

O segundo resgate da Open Arms ocorreu a 10 de janeiro, quando foram encontradas 74 pessoas numa embarcação em «estado de pânico total», incluindo mulheres grávidas e bebés. No momento do resgate, dois migrantes lançaram-se à água, mas foram apanhados, enquanto o barco humanitário era vigiado de perto por uma patrulha líbia «numa atitude ameaçadora».

Antes, os ativistas espanhóis tinham resgatado outros 44 migrantes no Mediterrâneo central quando viajavam numa pequena embarcação de madeira e estavam em estado de hipotermia. Já os 119 migrantes resgatados pelo barco da Sea Watch,  foram recolhidos a 9 de janeiro. Os responsáveis da ONG alemã denunciaram que uma das embarcações que assistiu viu passar dois barcos que não os ajudaram, bem como uma lancha da Guarda Costeira maltesa que navegava na zona.
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