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Fátima
«Corrupção é uma chaga social difícil de curar»
Texto J.B. | Foto Ana Paula | 09/12/2019 | 12:16
António Marto convidou os peregrinos de Fátima a dedicarem algum do seu tempo àqueles que se encontram sós e abatidos
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É preciso que os cristãos promovam uma «cultura de honestidade» contra a corrupção que é uma «chaga social, um cancro difícil de extirpar», disse António Marto, cardeal e bispo na diocese de Leiria-Fátima, na Eucaristia a que presidiu no Santuário de Fátima, na manhã do último domingo, 8 de dezembro, Dia da Imaculada Conceição.

O cardeal demonstrou aos peregrinos exemplos de gestos concretos que podem ser realizados. «Um gesto de ternura, uma ajuda generosa, um tempo dispensado a alguém que precisa de companhia, uma visita a quem está só, triste ou abandonado, uma palavra boa de conforto a quem anda abatido, um afeto, um carinho que faz sentir ao outro que nos é querido, uma partilha...Podem parecer gestos insignificantes mas aos olhos do Deus são gestos santos e eternos, porque só o amor é eterno.»

António Marto sensibilizou os fiéis para os efeitos das boas ações na vida quotidiana. «A santidade no mundo concreto do dia a dia é o melhor e o mais forte antídoto contra a corrupção, que é uma chaga social difícil de curar, um cancro difícil de extirpar até às suas raízes», frisou prelado, lembrando que a santidade de vida promove a «cultura da honestidade, tão necessária na nossa sociedade».

A pensar no facto do Dia Internacional Contra a Corrupção se celebrar esta segunda-feira, 9 de dezembro, o cardeal sublinhou que superar a corrupção é um «desafio e um grito». Segundo o prelado, a santidade «convida-nos a ser honestos: primeiro com Deus; depois consigo mesmo e com a própria consciência; e, finalmente com os outros, na atividade económica, na atividade política, em toda a atividade social».

A Eucaristia foi também uma ocasião para António Marto lembrar o 50.º aniversário de ordenação sacerdotal do Papa Francisco, assinalada na próxima sexta-feira, 13 de dezembro. De acordo com os serviços de comunicação do Santuário de Fátima, «os portugueses voltaram a ser a esmagadora maioria dos mais de cem mil peregrinos presentes nesta missa dominical». Participaram também peregrinos provenientes de Itália, Espanha, Irlanda e Filipinas.

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