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Falta investimento nas oportunidades de educação para adultos
Texto F.P. | Foto Ana Paula | 08/12/2019 | 07:01
Em quase um terço dos países, menos de cinco por cento das pessoas com mais de 15 anos têm oportunidade de continuar a aprendizagem. Mais prejudicados são os deficientes, idosos, refugiados e migrantes
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A diretora-geral da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), Audrey Azoulay, pediu esta semana aos governos e à comunidade internacional que tomem medidas para promover «uma mudança na abordagem da educação de adultos, apoiada por investimentos que garantam oportunidades de acesso para todos».

O apelo surge na sequência da apresentação do quarto Relatório Global sobre Educação e Aprendizagem de Adultos, que analisou a situação em 159 países, e concluiu que em quase um terço destas nações menos de cinco por cento das pessoas com mais de 15 anos têm oportunidade de continuar a sua formação. Um fenómeno que atinge em particular as pessoas com deficiência, idosos, refugiados e migrantes e outros grupos minoritários.

Para combater o problema, os autores do documento destacam a necessidade de aumentar o investimento, reduzir os custos de participação, aumentar o conhecimento sobre os benefícios de uma educação continua e melhorar a pesquisa e análise de dados sobre o tema. «Garantindo que os países doadores respeitam as suas obrigações de ajuda aos países em desenvolvimento, é possível formar adultos como aprendizes, trabalhadores, pais e cidadãos ativos», sublinhou Azoulay.

Segundo o relatório, apesar destes números preocupantes, 57 por cento dos países analisados registaram um aumento da taxa geral de participação entre os anos 2015 e 2018. Os maiores progressos aconteceram em países de baixos rendimentos, onde o ano passado, o número de adultos com oportunidade de continuar a sua formação teve um crescimento de 73 por cento em comparação com 2015.

A maioria dos aumentos ocorreu na África Subsariana, seguida pela região árabe, América Latina e Caraíbas e Ásia e Pacífico. A América do Norte e a Europa Ocidental registaram crescimentos menores, mas partiram de níveis mais altos.
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