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Nenhum país está a salvo dos fenómenos meteorológicos
Texto F.P. | Foto Joseph Thomas | 07/12/2019 | 07:02
Estudo realizado por organização não governamental alemã conclui que os episódios de calor extremo na Europa são 100 vezes mais prováveis do que há um século
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O Japão, as Filipinas e a Alemanha encabeçaram a lista dos países mais fustigados o ano passado por fenómenos meteorológicos intensificados pelas alterações climáticas, segundo um estudo publicado esta semana, que demonstra que nenhum país, rico ou pobre, está a salvo.

Inundações, ondas de calor mortíferas e o pior tufão num quarto de século provocaram em 2018 centenas de mortos no Japão, milhares de vítimas e mais de 31 mil milhões de euros em prejuízos. Nas Filipinas, um potente ciclone deslocou 250 mil pessoas, e na Alemanha, a prolongada onda de calor no verão deixou mais de um milhar de mortes e perdas de 4,5 mil milhões de euros, principalmente no setor agrícola.

«A ciência confirmou a ligação entre as alterações climáticas, por um lado, e a frequência e severidade do clima extremo, por outro. Na Europa, por exemplo, os episódios de calor extremo são 100 vezes mais prováveis do que há um século», disse a investigadora da organização não governamental Germanwatch, Laura Schafer, sublinhando que este estudo mostra que até as economias mais desenvolvidas estão à mercê de eventos meteorológicos exacerbados pelo aquecimento global.

Antes da divulgação dos resultados desta investigação, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) havia concluído que a última década foi a mais quente jamais registada. «Uma vez mais, em 2019, os riscos associados ao tempo e ao clima atingiram fortemente. As ondas de calor e as inundações que antes sucediam uma vez por século estão a converter-se em eventos regulares», alertou o secretário-geral da organização, Petteri Taalas.
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