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Mais seis milhões de latino-americanos em risco de pobreza
Texto F.P. | Foto Luis Pérez | 01/12/2019 | 15:58
O fraco desempenho das economias regionais, a falta de programas efetivos de assistência social e o emprego precário estão na origem destes resultados, que vão demorar anos a reverter
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Se a atual tendência se mantiver, seis milhões de latino-americanos correm o risco de cair este ano na vulnerabilidade e exclusão da pobreza extrema, segundo estimativas da Comissão Económica para a América Latina e Caraíbas (CEPAL). As previsões indicam que 2019 deve terminar com mais 27 milhões de pobres do que em 2014, sendo que 26 milhões estarão em situação de pobreza extrema.

«É a pior situação de exclusão, vulnerabilidade e carência. As pessoas podem passar de uma situação para outra caso percam o emprego, enfrentem uma doença catastrófica ou se houver um desastre», afirmou a diretora de desenvolvimento social da CEPAL, Lais Abramo, lamentando o facto de cada vez haver mais pessoas na América Latina em cujos lares o rendimento «per capita» não é suficiente para comprar uma cesta básica alimentar.

Segundo os dados recolhidos pela organização, a pobreza extrema «afeta principalmente meninos, meninas e adolescentes, mulheres, pessoas indígenas e afrodescendentes, moradores de áreas rurais e desempregados» e o seu aumento deve-se sobretudo às situações registadas no Brasil e na Venezuela.

Nos restantes países, a tendência dominante no período entre 2014 e 2018 «foi de diminuição, devido, principalmente, a um aumento das receitas com trabalho para famílias com menos recursos, mas também a transferências públicas dos sistemas de proteção social e privadas, como as remessas em alguns países», adiantou a CEPAL.
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