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«Bíblia não deve considerar-se uma ameaça para a fé dos muçulmanos»
Texto F.P. | Foto Lusa | 21/11/2019 | 07:02
Deputada da assembleia legislativa da Malásia defende que ensinar aos estudantes a Bíblia e o Corão ajuda a fomentar o respeito, a aceitação e a convivência entre religiões
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«A Bíblia em língua malaia não deve considerar-se uma ameaça para a fé dos muçulmanos, mas uma oportunidade para compreender outras religiões», afirma Norlela Ariffin, uma deputada da assembleia legislativa da Malásia, para quem o ensino da Bíblia e do Corão aos estudantes é encarado como um meio para fomentar o respeito mútuo, a aceitação e a convivência entre religiões.

Ariffin é membro muçulmana do People´s Justice Party e organiza, desde 2017, sessões de estudo para estudantes muçulmanos, em colaboração com o departamento religioso do Estado, tentando sempre estabelecer comparações entre o Corão e a Bíblia. Ao mesmo tempo, promove sessões semelhantes para que os estudantes não muçulmanos entendam melhor o Islão.

«Vivemos numa sociedade multi-cultural, é importante que nos entendamos e que aprendamos mais sobre as crenças dos outros, para que não haja temor nem suspeita. Os muçulmanos não deveriam pensar que só em tocar uma Bíblia podem tornar-se impuros», sublinhou a política, desafiando os legisladores a rejeitarem os preconceitos e a discriminação relacionados com a religião ou a origem étnica.

A Malásia é um país multiétnico, multicultural e multirreligioso. A sua população é constituída por cerca de 32 milhões de pessoas, das quais mais de 60 por cento são muçulmanas. Os católicos representam apenas quatro por cento da população.
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