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OMS quer tornar o preço a insulina mais acessível
Texto F.P. | Foto OMS | 14/11/2019 | 10:25
Medicamento é fundamental para quem sofre da diabetes, uma doença metabólica que afeta mais de 420 milhões de pessoas. Portugal é o país da Europa com a mais alta taxa de prevalência da enfermidade
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Aproveitando a celebração do Dia Mundial da Diabetes, que se assinala esta quinta-feira, 14 de novembro, a Organização Mundial de Saúde (OMS) apresentou um projeto para tornar a insulina mais barata. Atualmente, a produção de insulina é controlada por três fabricantes e a agência da ONU quer que a indústria diversifique a produção mundial fabricando mais genéricos.

A descoberta da substância artificial com mesmas propriedades que a produzida pelos humanos para regular a glicose no sangue aconteceu em 1921, e o tratamento foi incluído na lista de medicamentos essenciais da agência em 1977. No entanto, mesmo em países mais desenvolvidos, várias pessoas acabam usando menos insulina do que o necessário e com isso, correm o risco de morrer ou ter complicações. No Gana, por exemplo, o uso da insulina pode corresponder a 5,5 dias de salário, ou 22 por cento dos rendimentos mensais.

A diabetes mais de 420 milhões de pessoas a nível mundial, prejudicando a saúde e as aspirações das pessoas na educação e no trabalho. Afeta também as comunidades, impactando famílias que enfrentam dificuldades económicas por causa dos custos médicos, lembra o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.

Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Portugal é o país da Europa com a mais alta taxa de prevalência da doença. Estima-se que a diabetes afete 13,3 por cento da população com idades entre os 20 e os 79 anos, das quais 44 por cento desconhecem ter a doença.

Diariamente são diagnosticados com diabetes em Portugal cerca de 200 novos doentes. Os dados sugerem que a doença afete mais de um milhão de portugueses, enquanto a «pré-diabetes» afetará cerca de dois milhões. Cerca de 80 por cento dos casos são diagnosticados sem qualquer suspeita prévia, segundo as conclusões preliminares de um estudo da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica.
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