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Trabalho infantil sustenta cadeias de abastecimento
Texto F.P. | Foto Lusa | 15/11/2019 | 07:02
Parte significativa do valor das cadeias de abastecimento a nível mundial ainda está relacionada com o trabalho infantil, denuncia relatório elaborado por várias agências das Nações Unidas
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O trabalho de menores e o tráfico de seres humanos continuam a apresentar-se como dois dos principais problemas dos sistemas produtivos globais, sendo a situação mais preocupante no leste e sudoeste da Ásia, segundo o mais recente relatório publicado pela Organização Internacional para Migrações (OIM), Organização Internacional do Trabalho (OIT), Fundo das Nações Unidas para a Infância UNICEF) e Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

De acordo com os dados recolhidos, uma parte significativa do valor das cadeias de abastecimento ainda está relacionada com trabalho infantil, uma atividade que acontece sobretudo em setores como a extração de matérias-primas e agricultura, o que torna mais difícil o seu combate.

Os casos mais preocupantes verificam-se no leste e sudoeste da Ásia, onde o trabalho de menores representa 26 por cento da cadeia de abastecimento, seguindo-se a América Latina e Caraíbas, com 22 por cento, Ásia Central e do Sul, 12 por cento, África Subsaariana, 12 por cento, e, por fim, África e na Ásia Ocidental, com nove por cento.

«Este relatório mostra a necessidade urgente de ação eficaz para combater as violações dos principais direitos dos trabalhadores», sublinhou o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, adiantando que os Estados podem resolver lacunas na legislação, fiscalização e acesso à justiça, e também podem dar o exemplo quando compram bens e serviços ou fornecem crédito e empréstimos.

Para o diretor-geral da OIM, António Vitorino, «os esforços contra o tráfico de pessoas são desadequados se não forem além dos fornecedores imediatos». «É preciso incluir atores envolvidos em atividades como extração de matérias-primas e agricultura», defende o responsável.
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