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Fátima
Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa
Bispos reafirmam posição contra a eutanásia
Texto F.P. | Foto F.P. | 11/11/2019 | 16:42
«O sofrimento pode ser eliminado ou debelado com os cuidados paliativos, não com a morte», recorda o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa na sessão de abertura da Assembleia Plenária
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O cardeal-patriarca de Lisboa e presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) retomou o tema da eutanásia, esta segunda-feira, 11 de novembro, para recordar que «não se elimina o sofrimento com a morte», e alertar que «no atual momento sociopolítico português», as posições da Igreja, dos especialistas e da própria sociedade civil, «não podem deixar de ser tidas em conta» pelos legisladores.

«Não se elimina o sofrimento com a morte: com a morte elimina-se a vida da pessoa que sofre. O sofrimento pode ser eliminado ou debelado com os cuidados paliativos», afirmou Manuel Clemente, na sessão de abertura da 197ª Assembleia Plenária da CEP, onde recordou as posições tomadas pela Igreja nesta matéria, assim como as do Papa Francisco, de várias confissões religiosas, de antigos bastonários da Ordem dos Médicos e até da sociedade civil, através das mais recentes manifestações em outubro passado.

Na sua intervenção, abordou ainda o Ano Missionário que se celebrou em Portugal, lembrando o que havia dito na Peregrinação Nacional de encerramento da iniciativa, realizada a 20 de outubro, no Santuário de Fátima: «O desafio cultural da missão é hoje grande, exigindo-nos mais capacidade de escuta e mais disponibilidade dialogante, ouvindo o que nos dizem e dizendo o que nos cumpre».

«É consolador verificar como as comunidades onde a conversão missionária está realmente em curso tanto originam ações de missão longínqua como crescem na evangelização dos meios mais próximos», sublinhou o cardeal.

Em relação à agenda da reunião magna dos bispos portugueses, que decorre em Fátima até quinta-feira, 14 de novembro, Manuel Clemente destacou dois tópicos principais: a apreciação final da tradução portuguesa do Missal Romano, em acordo com a reforma litúrgica do Concílio Vaticano II e o Missal de São Paulo VI; e a Jornada Mundial da Juventude a decorrer em Portugal no verão de 2022, que classificou como uma «oportunidade» e um «desafio».

«Oportunidade evangelizadora, como requer o Santo Padre e nós todos com ele. Desafio, pelo que representa em qualidade e quantidade de objetivos a alcançar e de recursos a obter, como nunca aconteceu entre nós e para a multidão juvenil que acorrerá do mundo inteiro. Também para o país e para além dos limites confessionais, será uma boa altura de rejuvenescimento sociocultural», justificou o presidente da CEP.
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