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Aumento para políticos no Paraguai considerado «imoral»
Texto F.P. | Foto Arcebispado de Asunción | 10/11/2019 | 15:58
Arcebispo aconselha os partidos a reconsiderarem a medida e alerta para a possibilidade de uma revolta popular, apontando como exemplo o que se está a passar no Chile e na Bolívia
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O arcebispo da diocese paraguaia de Asunción, Edmundo Valenzuela, classifica o pedido formulado pelos partidos para que se aumente o salário dos políticos como «imoral», apontando como mais urgente o investimento nos programas de saúde, na educação e na habitação para os setores mais vulneráveis da população.

«Já sabemos que com os políticos certamente não teremos justiça e solidariedade», afirmou o prelado, antes do início da Assembleia Plenária da Conferência Episcopal do Paraguai, convidando os líderes partidários a reconsiderarem o pedido, para evitarem possíveis revoltas populares como as do Chile e Bolívia.

«Com o dinheiro dado aos políticos não há progresso. Pelo menos não o temos visto até agora. Exigimos que o dinheiro público seja bem utilizado, em programas que promovam o desenvolvimento da agricultura familiar, a educação e a saúde, que sempre estão ameaçadas», acrescentou o bispo, citado pela agência Fides.

Apesar de cerca de 600 mil pessoas em pobreza extrema receberem uma ajuda do Ministério de Desenvolvimento Social, a realidade dos sete milhões de habitantes do Paraguai é que as famílias pobres em extrema necessidade aumentam todos os dias. E as famílias indígenas são penalizadas nos programas de apoio social, pois recebem subsídios mais baixos, alertou Valenzuela.
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