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Bolsonaro volta a autorizar cana de açúcar na Amazónia
Texto F.P. | Foto João Henrique Rosa | 09/11/2019 | 13:07
Presidente brasileiro revogou um decreto publicado há 10 anos que proibia o plantio desta espécie nas regiões da Amazónia e Pantanal. Ambientalistas encaram medida como um retrocesso na proteção dos biomas
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O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, revogou esta semana o decreto que proibia a plantação de cana de açúcar na Amazónia e Pantanal e que estava em vigor desde 2009. A medida, corroborada pelos ministros da Economia e da Agricultura, é encarada pelos ambientalistas como um retrocesso na proteção destes biomas delicados.

Segundo a organização não governamental Observatório do Clima, ao revogar o anterior decreto, o governo ameaça biomas frágeis com a expansão predadora da cana de açúcar e «joga na lama» a imagem internacional de sustentabilidade que o etanol brasileiro conseguiu construir.

Às agências internacionais, o Ministério da Agricultura negou que a medida atente contra a preservação da Amazónia e do Pantanal, destacando que desde 2009 foram adotadas distintas leis para a proteção dos biomas, como o Código Florestal de 2012, leis estaduais e o plano nacional de biocombustíveis, o RenovaBio, de 2017.

Também a União da Indústria de Cana de Açúcar (UNICA), que representa as principais unidades produtoras do centro-sul, destacou que o produtor é o maior interessado em adotar padrões de proteção ambiental, com a sustentabilidade de seus produtos desde o início até ao fim do processo produtivo.
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