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Tanzânia testa drones na luta contra a malária
Texto F.P. | Foto DR | 11/11/2019 | 07:02
Os aviões não tripulados vão espalhar gel líquido nos arrozais da ilha de Zanzibar, onde há grandes quantidades de água estagnada e os mosquitos portadores da doença depositam os seus ovos
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O objetivo do governo da Tanzânia em eliminar a malária na ilha de Zanzibar até 2023 tem um novo aliado: a pulverização dos arrozais com recurso a drones. Os testes estão em curso e consistem em espalhar um gel líquido onde há grandes quantidades de água estagnada e onde os mosquitos portadores da doença colocam os seus ovos.

Segundo o entomologista e investigador principal do projeto, Bart Knols, a substância utilizada foi testada internacionalmente e foi considerada inofensiva para organismos não-alvo, não-tóxica e biodegradável. Tem como função aprisionar as larvas e impedir o seu desenvolvimento.

Nos últimos dez anos, Zanzibar, que tem uma população de 1,2 milhões de habitantes, adotou vários métodos para combater a malária, desde a distribuição de milhares de redes de proteção para colocar à volta das camas ao fornecimento de inseticidas. As medidas foram bem-sucedidas na diminuição da doença, sendo que algumas zonas tiveram uma queda de 40 para 10 por cento na prevalência da doença, de acordo com o Programa de Eliminação da Malária. Agora, o objetivo é erradicar a enfermidade até 2023.
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