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Violência nos Camarões dificulta entrega de ajuda humanitária
Texto F.P. | Foto Lusa | 07/11/2019 | 07:02
Cerca de 1,9 milhões de pessoas necessitam de ajuda para obter bens de primeira necessidade, mas as operações humanitárias enfrentam problemas de falta de segurança e de financiamento
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O número de pessoas afetadas tem crescido de forma exponencial nos últimos dois anos devido à degradação das condições de segurança. Estima-se que neste momento cerca de 1,9 milhões de pessoas necessitem de ajuda para obter bens de primeira necessidade, sendo que metade são crianças. A ajuda humanitária enfrenta problemas de violência, sequestros e falta de verbas.

Segundo a porta-voz do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Marixie Mercado, a insegurança e as más condições das estradas têm deixado fora do alcance de quem distribui ajuda cerca de 65 por cento da população necessitada, enquanto se continuam a registar detenções arbitrárias, queimas de aldeias e assassinatos de civis, com impunidade.

«O que começou com uma crise política nas regiões do noroeste e sudoeste é agora uma emergência humanitária de rápida deterioração. Estima-se que cerca de 1,9 milhões de pessoas, aproximadamente metade crianças, têm necessidades básicas por assegurar, um aumento de 80 por cento em comparação com 2018 e quase 15 vezes mais do que em 2017», sublinhou a responsável.

O medo da violência tem privado um número crescente de jovens do acesso à educação, com milhares de escolas encerradas pelas ameaças de separatistas que procuram dessa forma pressionar para que seja encontrada uma solução política para a crise. Nove em cada 10 escolas primárias (4.100) e quase oito em cada 10 escolas secundárias (744), permanecem fechadas ou não operacionais desde o início do ano letivo.
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