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Aumenta consumo de alimentos processados na América Latina
Texto F.P. | Foto Andreas Lischka | 06/11/2019 | 17:32
Organização Panamericana de Saúde pede aos governos da região que tomem medidas para restringir a venda de produtos com pobre qualidade nutricional, que podem ter efeitos nocivos para a saúde
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O rápido avanço dos alimentos ultraprocessados, das bebidas açucaradas e da comida rápida na região da América Latina e Caraíbas está a gerar preocupação na Organização Panamericana de Saúde (OPS). Os especialistas pedem aos governos que estabeleçam políticas para regular este setor.

Segundo o mais recente relatório da OPS, o consumo de produtos ultraprocessados aumentou 8,3 por cento entre os anos 2009 e 2014, e as estimativas apontam para um crescimento de 9,2 por cento este ano. «É o princípio de uma epidemia. A venda [destes produtos] cresce desproporcionalmente em comparação com a de outros alimentos», alerta o assessor regional em nutrição da organização.

De acordo com Fabio da Silva Gomes, esta tendência é favorecida pelas campanhas «ilimitadas» de publicidade, que aproveitam a falta de regulação na região, e demonstra a urgência na tomada de medidas. «Necessitamos que os governos estabeleçam políticas para restringir as vendas destes produtos. Os alimentos ultraprocessados não podem ser a base da nossa alimentação, não podem ser um produto essencial nas nossas dietas», sublinha o responsável.

Para desencorajar o consumo de produtos ultraprocessados e promover a escolha de alimentos saudáveis, a OPS recomenda a adoção de políticas fiscais, de regras para informar os consumidores sobre o conteúdo dos produtos, restrição à promoção e publicidade e criação de incentivos que fomentem a disponibilidade dos alimentos saudáveis, para os seus preços sejam acessíveis e estáveis.

Além disso, e para contrariar a troca de pratos preparados à mão à base de alimentos frescos ou minimamente processados por produtos ultraprocessados, a organização defende a necessidade de preservação dos sistemas alimentares estabelecidos, o apoio à agricultura familiar e a promoção da preparação e cozedura de alimentos saudáveis, inclusive nas escolas.
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