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Sinais de esperança para o povo do Iémen
Foto Lusa | 19/10/2019 | 15:53
Enviado especial das Nações Unidas encara com expectativa a redução dos combates e a libertação de prisioneiros, mas alerta que a situação continua volátil e requer um acompanhamento constante
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«Mesmo no meio do desespero, que às vezes parece interminável, existem sinais de esperança para o povo do Iémen», afirmou esta semana no Conselho de Segurança da ONU o enviado especial para o país árabe, destacando como avanços positivos a redução dos combates, a libertação de prisioneiros e a diminuição de vítimas civis.

Segundo Martin Griffiths, o número de ataques aéreos diminuiu consideravelmente desde o início deste mês, o que pode ser entendido como «um passo na direção certa» e um sinal de que «as partes estão a mostrar um forte compromisso para chegar a um entendimento para aliviar o sofrimento do povo iemenita».

Nos últimos dias, o governo do Iémen passou a permitir a entrada de petroleiros na cidade portuária de Hodeida, o que deve facilitar a ajuda humanitária. Aproveitando esta abertura, o Programa Alimentar Mundial (PAM) está a fazer chegar assistência à cidade de Duraihmi, e prevê-se o envio de ajuda também para a cidade de Taiz, depois das duas partes em conflito terem mostrado disponibilidade para abrir corredores humanitários.

Ainda assim, «o Iémen continua a ser a pior crise humanitária do mundo e a maior operação de resposta», sublinhou o subsecretário-geral dos Assuntos Humanitários, Mark Lowcock, lembrando que «há muito mais para fazer se o objetivo não é apenas reduzir o sofrimento das pessoas, mas acabar com ele».

Mais de 250 agências humanitárias trabalham no terreno, sendo a maioria iemenita. Junto com as Nações Unidas, alcançam mais de 12 milhões de pessoas. Durante grande parte do ano as agências humanitárias tiveram problemas de financiamento que causaram o encerramento de serviços importantes.

Mas nas últimas semanas os doadores internacionais entregaram centenas de milhões de dólares, financiando o plano de resposta em 65 por cento, o que representa mais um motivo de otimismo, porque permitirá salvar milhões de vidas, realçam os responsáveis das agências da ONU.
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