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Desigualdade entre ricos e pobres atinge recorde no Brasil
Texto F.P. | Foto Lusa | 17/10/2019 | 16:28
Um por cento dos brasileiros mais ricos ganham 34 vezes mais do que metade da população mais pobre. Diferença é a maior registada desde o início da recolha estatística, em 2012
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A concentração do rendimento no Brasil voltou a crescer em 2018, depois de permanecer praticamente estável nos dois anos anteriores. Os novos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que a desigualdade do rendimento médio alcançou um nível recorde, com um por cento dos mais ricos a ganharem 34 vezes mais por mês do que metade da população mais pobre.

Segundo estes dados, um por cento da população brasileira mais rica obteve um rendimento médio mensal de 27 mil reais (cerca de 6.000 euros), enquanto que 50 por cento dos mais desfavorecidos se ficou pelos 820 reais (cerca de 180 euros). A diferença é a maior registada desde o início da recolha desta estatística, iniciada em 2012.

O relatório do IBGE assinala ainda que o um por cento de brasileiros mais ricos viu crescer os seus rendimentos 8,4 por cento em 2018 face a 2017 e que cinco por cento dos mais pobres viram cair o seu rendimento cerca de 3,2 por cento no mesmo período, para os 153 reais (pouco mais de 33 euros) em média por mês.

«Definitivamente, os mais pobres ficaram mais pobres e os mais ricos enriqueceram mais», resumiu Maria Lúcia Vieira, dirigente da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, relacionando a maior concentração do rendimento com a crise no mercado de trabalho, que regista uma taxa de desemprego de 11,8 por cento, o equivalente a 12,6 milhões de pessoas.
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