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Resíduos plásticos usados para construir escolas
Texto F.P. | Foto UNICEF / Frank Dejongh | 19/10/2019 | 07:02
Empresa colombiana e agência das Nações Unidas juntaram-se num projeto de transformação de restos de plástico em tijolos resistentes a sismos, ao calor e ás inundações. Material está ser usado para criar salas de aula na Costa do Marfim
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Quando Oscar Méndez e Isabel Gámez fundaram a sua empresa, fizeram-no pensando em envolver as comunidades mais vulneráveis, gerar impactos sociais e ambientais positivos e facilitar o acesso a habitação às pessoas mais necessitadas na Colômbia. Mas o projeto ganhou projeção internacional, despertou a atenção do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e já ultrapassou fronteiras.

Neste momento, a empresa está a trabalhar na Costa do Marfim, a participar na construção de escolas, num país que necessita urgentemente de cerca de 15.000 salas de aula. No essencial, usam os resíduos plásticos para criar tijolos resistentes aos desastres naturais, que se encaixam como peças de lego.

«Mais do que um simples bloco de plástico é muito mais um projeto de desenvolvimento. É um projeto de impactos sociais, ambientais e realmente de desenvolvimento em muitos aspetos», explicou Oscar Méndez, na Assembleia Geral da ONU.

Segundo o empresário, quando é proposta a construção com este material, inicialmente a generalidade das pessoas desconfia. «Pensam que aproximando um isqueiro se vai incendiar e que se atravessar um dedo se vai furar. Mas quando veem o produto e o sólido que é começam a pensar de forma diferente», disse Oscar Méndez, assegurando que o produto é duas vezes mais forte que qualquer material de construção tradicional.

Para o projeto da Costa do Marfim, a empresa está a construir uma fábrica com capacidade para reciclar 1.000 toneladas de plásticos por mês, com o apoio do UNICEF e do governo marfinense. A unidade deverá abrir ainda este ano e, no futuro, outras fábricas do género poderão nascer noutros pontos de África.

Os responsáveis da agência da ONU adiantaram que numa primeira fase será utilizado plástico recolhido em zonas contaminadas de Abidjan, para a construção de 500 salas de aula para mais de 25 mil crianças.
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