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Portugal
Para um novo vigor missionário
Texto Opinião | Manuel Linda, Presidente da Comissão Episcopal da Missão e Nova Evangelização | 19/10/2019 | 09:32
Na sequência deste Mês Missionário Extraordinário, urge responder ao repto de São João Paulo II: «Portugal, convoco-te para a Missão»
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Na Igreja, propõem-se grandes temáticas como forma de tomada de consciência da sua importância e urgência. Seja com os Sínodos, seja na declaração de um «Ano de…», está sempre presente uma dupla faceta: o reconhecimento implícito de um certo défice nesse âmbito e a consequente necessidade da sua revalorização.

Assim acontece com o tema missionário. Quando o Papa Francisco declarou outubro de 2019 como «Mês Missionário Extraordinário», não foi para celebrar o centenário da carta Apostólica Maximum Illud de seu predecessor, o Papa Bento XV. A Igreja não vive do culto da personalidade. Foi antes para, no seguimento do repto desse notável documento, «despertar em maior medida a consciência da ‘missio ad gentes’ e retomar com novo impulso a transformação missionária da vida e da pastoral».

Então, impõe-se a pergunta: como fazer para que a Igreja fique marcada por este novo vigor missionário? Os documentos que nos chegam de Roma insistem em seis âmbitos: encontro com a Pessoa de Jesus Cristo; valorização do testemunho e das vivências dos santos e de quantos se dedicaram à missão; redescoberta da dimensão missionária de todo o povo de Deus; caridade missionária que leve mesmo à partilha económica; cooperação com as Igrejas de recente fundação, que passe pelo envio de cooperadores/missionários; celebração festiva, para que o tema esteja sempre presente no nosso imaginário.

Para especificar estes objetivos, permito-me formular algumas propostas concretas: geminação das nossas paróquias e dioceses com Igrejas locais mais jovens; grupos de animação missionária em todas as paróquias e colégios, mesmo para a difusão de materiais e para a realização da tradicional coleta; específica pastoral vocacional missionária, quer para novos consagrados, quer para leigos; envio de mais leigos, até aos 10.000/ano; formação específica de todos estes leigos a enviar; inserção da missionologia na formação dos seminaristas e sua passagem pelas missões durante um tempo oportuno; coordenar a atividade missionária «ad gentes» com os novos sopros do Espírito, tais como a Missão País e as férias missionárias. Numa palavra: urge responder ao repto de São João Paulo II: «Portugal, convoco-te para a Missão».
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