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Brasil investiga derrame que contaminou mais de 150 praias
Texto F.P. | Foto Lusa | 17/10/2019 | 07:04
Suspeitas apontam para um «navio fantasma» da Venezuela que poderia estar a tentar contornar as sanções económicas impostas pela administração norte-americana, mas todas as hipóteses estão ainda em aberto
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A origem do derrame de resíduos de petróleo que contaminou mais de 150 praias no nordeste brasileiro continua um mistério. Os investigadores da Marinha do Brasil consideram o incidente «muito complexo e sem precedentes», mantêm em aberto «várias hipóteses», mas pelos dados já recolhidos, admitem como mais provável que o derramamento tenha tido origem num navio venezuelano. A petrolífera da Venezuela nega responsabilidades.

Segundo uma especialista que acompanha as investigações, citada pela imprensa, os resíduos podem ter sido derramados por um «navio fantasma» que carregava petróleo venezuelano e tentava evitar sanções dos Estados Unidos da América. «Pode ter sido um navio fantasma, que navegava de forma ilegal, seguindo rotas pouco conhecidas, e poderia estar a transportar petróleo cru da Venezuela por conta dessas sanções», afirmou Maria Christina Araújo, professora de Oceanografia e Limnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

O material poluente foi detetado no início do mês e já contaminou mais de 2.000 quilómetros de costa. Até agora, foram recolhidas 200 toneladas de resíduos de petróleo nas áreas atingidas, que castigam uma região já empobrecida que abriga as praias mais exuberantes do país e vive da exploração da pesca e do turismo.
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