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Exigida maior inclusão de mulheres no mercado de trabalho
Texto F.P. | Foto Plamen Stoimenov | 18/10/2019 | 07:02
Mais de 1,7 mil milhões de mulheres em todo o mundo enfrentam restrições legais sobre os trabalhos que têm autorização para desempenhar. As mulheres fazem uma média diária de mais 2,7 horas do que os homens de trabalho não pago
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Na sua primeira intervenção nos Encontros Anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial, em Washington, nos Estados Unidos da América, a nova diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, exigiu uma maior inclusão de mulheres nos mercados de trabalho, alertando que quando um país ignora «parte das suas capacidades» enfraquece o desempenho económico.

Segundo a responsável, as sociedades não podem atingir objetivos de desenvolvimento sustentável sem incluir a totalidade das mulheres na força de trabalho, a começar pela educação e acesso igual ao financiamento e recursos. E, atualmente, mais de 1,7 mil milhões de mulheres em todo o mundo enfrentam restrições legais sobre os trabalhos que têm autorização para desempenhar.

Num estudo publicado pelo FMI, os especialistas concluem que se o trabalho não remunerado fosse contado nas estatísticas económicas, o Produto Interno Bruto mundial iria aumentar em 35 a 40 por cento. Neste tipo de trabalho não remunerado incluem-se as tarefas domésticas, os cuidados às crianças ou idosos, limpezas, cozinha e também a agricultura de subsistência.

Kristalina Georgieva considera que todas as pessoas podem beneficiar da inclusão de mulheres nos locais de trabalho, sendo elas consideradas menos corruptas, com mais modéstia e mais dirigidas para o bem comum do que para o egoísmo, assim como estão mais dispostas a pôr mais esforço para a conclusão de um objetivo, e incita as mulheres a nunca aceitarem salários menores do que os dos colegas homens.
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