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Desastres naturais potenciam casamentos prematuros em Moçambique
Texto F.P. | Foto Lusa | 14/10/2019 | 07:02
A pobreza e os costumes ajudam a manter uma situação agravada pela deficiente aplicação da legislação em vigor. Os dados oficiais indicam que 48 por cento das moçambicanas casam antes dos 18 anos
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Um estudo conjunto das organizações não governamentais Save the Children e Girl Child Rights conclui que a vulnerabilidade de Moçambique a desastres naturais contribui para a prevalência dos casamentos prematuros no país e transforma o território numa zona de «alto risco» para as meninas.

«Em 12 aldeias do distrito de Mossurize [província de Manica], mais de 124 meninas foram forçadas a casar-se desde o rescaldo do ciclone Idai. E esta é apenas a ponta de um icebergue», refere o documento, onde são denunciados casos de menores que foram obrigadas a deixar a escola depois de casar.

Nas zonas mais isoladas, a participação da mulher nos processos decisórios ainda é um desafio em Moçambique e o governo tem adotado políticas de inclusão como forma de responder à situação, facilitando, por exemplo, o seu acesso à educação.

Mas os costumes, em muitos casos, continuam a legitimar os casamentos prematuros, na medida em que, em algumas províncias, antes mesmo do nascimento, a rapariga é prometida a um homem por vários motivos, entre os quais o pagamento de uma dívida ou como preço por serviços prestados por um médico tradicional.
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