Portugal
Assembleia Nacional da Família Missionária da Consolata
Grupos da Consolata reunidos para preparar o futuro da missão
Texto F.P. | 05/10/2019 | 12:10
imagem: 1 2 3 4 5 6
Missionários e missionárias procuram propostas para inovar no trabalho missionário, à luz de um mundo em constante mutação. Pedida ousadia e criatividade e, sobretudo, muita esperança no futuro
imagem
«É a missão que faz a Igreja, e não a Igreja que faz a missão». Estas palavras, ditas pelo padre António Rovelli, conselheiro regional do Instituto Missionário da Consolata (IMC), foram repetidas na manhã deste sábado, 5 de outubro, como uma espécie de mote, para os trabalhos da Assembleia Nacional da Família Missionária da Consolata, que se iniciaram em Fátima.

«É pela missão que estamos aqui reunidos, como uma verdadeira família. Uma família que se reúne, que se encontra, que olha cara a cara para pensar no futuro», afirmou o padre Bernard Obiero, conselheiro regional e representante da delegação portuguesa do IMC na recém-criada Região Europa.

Na sessão de abertura do encontro, em que participam os missionários e missionárias da Consolata em Portugal e os representantes dos vários grupos pertencentes à Família Missionária da Consolata, o sacerdote recordou que muita coisa mudou desde a última assembleia, pelo que o importante agora é analisar essas mudanças e encontrar a melhor forma das enfrentar.

«Não vamos olhar só para o passado. Estamos aqui também para sonhar, para vermos o que podemos fazer hoje na missão, nas nossas famílias, nas nossas comunidades», sublinhou Bernard Obiero, destacando também o facto de este ano se celebrarem os 75 anos de presença da Consolata em Portugal.

Esta celebração, assim como as respostas dadas pelos grupos a um questionário preparatório da assembleia, serviram de inspiração para a elaboração de uma instalação artística, da autoria de Paulo Rocha, que foi colocada à entrada do auditório do Centro Allamano, onde decorrem os trabalhos.

A obra, criada em forma de cascata, sugere um percurso fluvial, com nascente na Nossa Senhora da Consolata, passagem pelo fundador do IMC, beato José Allamano, e pelo fundador da Consolata em Portugal, padre João De Marchi, e que vai desaguar nas diversas comunidades espalhadas pelo país. A navegar estão os barcos representativos de todos os grupos. E na paisagem podem ainda ver-se algumas ilhas desertas, «que são sinal de esperança, de que o Instituto pode continuar a crescer», explicou o autor.

Foi também a partir deste trabalho que o Superior Regional da Europa, padre Gianni Treglia, lembrou aos presentes que «quem ama abre-se, caminha para fora de si», tornando-se «presença de Deus» e uma «inspiração» para a missão.
Qual é a sua opinião?
Login
Email: Palavra-chave:
Esqueceu-se da sua palavra chave?
Registar
Comentário sujeito a aprovação.