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Subida do nível do mar condena milhões de pessoas ao exílio
Texto F.P. | Foto Lusa | 22/09/2019 | 07:02
Especialistas do clima estimam que o nível das águas suba entre quatro a seis metros, o suficiente para apagar do mapa muitas das cidades costeiras. A incógnita é saber quando ocorrerá o fenómeno
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A subida do nível das águas do mar poderá condenar centenas de milhões de pessoas a um exílio sem esperança de retorno, convertendo-se em refugiados climáticos à procura de uma terra de acolhimento. Desde as ilhas do Pacífico ao Delta de Ganges, cerca de 280 milhões de pessoas poderão ter de abandonar as suas terras, mesmo que se consiga limitar o aquecimento do planeta a mais dois graus centígrados em relação à era pré-industrial, revela um estudo de especialistas em clima da ONU.

Em declarações às agências internacionais, Bem Strauss, diretor do instituto de investigação Climate Central, já com o mundo a mais dois graus centígrados, as calotas polares continuarão a derreter e a subida do nível do mar será de «mais de 4,5 metros, provavelmente seis metros». E «isso é suficiente para apagar do mapa a maioria das cidades costeiras».

Segundo as projeções dos peritos, cerca de 31 por cento da população de Hong Kong poderá ver-se afetada pela subida das águas, assim como 39 por cento de Xangai, 27 por cento de Bombaim, 24 por cento de Calcutá, 92 por cento de Amesterdão, 42 por cento de Banguecoque ou 43 por cento de Miami.

Onde houver meios técnicos e financeiros, será possível evitar a submersão, mas será essa a solução mais viável? «Deveriam construir-se diques cada vez mais altos, mas «queremos viver no fundo de uma bacia? E a que profundidade?», interroga Strauss, realçando que «em caso de tempestade forte, ou se alguém põe uma bomba, quanto mais profunda é a bacia mais depressa se enche».
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