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Nicarágua fecha portas a organização internacional
Texto F.P. | Foto OEA | 16/09/2019 | 16:41
Membros da Comissão da Organização dos Estados Americanos foram proibidos de entrar no país. Comitiva foi mandatada para procurar uma solução pacífica para a crise política e social que se vive na Nicarágua
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A Comissão da Organização dos Estados Americanos (OEA) para a Nicarágua, constituída por representantes da Argentina, Canadá, Estados Unidos da América, Jamaica e Paraguai, emitiu um comunicado onde expressa o seu «mal estar» perante a decisão do governo nicaraguense de proibir a entrada no país dos membros da organização.

«A viagem da Comissão à Nicarágua, prevista para os dias 16 e 17 de setembro, tinha como objetivo dar cumprimento ao seu mandato de promover contactos diplomáticos a fim de procurar uma solução pacífica e eficaz para a crise política e social», refere o documento, pedindo às autoridades que reconsiderem a sua posição, perante «a degradação das instituições democráticas e os direitos humanos na Nicarágua».

A decisão mereceu também o repúdio da comunidade católica. «É uma lástima, o diálogo é importante. O Santo Padre repetiu em várias ocasiões que o diálogo é a chave, e a OEA é reconhecida como uma instituição que sempre promove o diálogo», reagiu o cardeal Leopoldo Brenes.

A Igreja Católica, recorde-se, formulou a primeira tentativa de Diálogo Nacional em junho do ano passado, mas o governo do Presidente Daniel Ortega acusou os bispos e sacerdotes de «líderes golpistas», só porque com frequência têm assumido a defesa dos mais débeis.

Desde que começaram os protestos contra o governo, em abril de 2018, as manifestações têm aumentado cada vez mais para exigir a saída do Presidente e pedir eleições antecipadas. Em resultado da repressão, pelas forças de segurança e milícias pró-governamentais, já morreram pelo menos 325 pessoas e mais de 2.000 ficaram feridas.
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