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Contentores com ajuda humanitária retidos há um ano
Texto F.P. | Foto Markus Distelrath | 10/09/2019 | 07:02
Conferência Episcopal queixa-se do controlo excessivo do regime cada vez que é feito um pedido pela Cáritas da Nicarágua e recorda que as campanhas são apenas para ajudar os mais pobres
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A Conferência Episcopal da Nicarágua (CEN) emitiu um comunicado a contestar o bloqueio governamental à ajuda humanitária, que está a impedir a distribuição de alimentos e medicamentos à população, há quase um ano, devido à retenção por parte das autoridades de vários contentores com bens angariados pela Cáritas local.

«Esta forma de atuar é um exercício de autoritarismo irracional. `Nós somos quem tem a mão na massa e se algo tem que funcionar, será feito à nossa maneira, como nós queremos´. É esta a mensagem que nos envia o regime? Pois assim não podemos permanecer em silêncio, não podemos calar-nos perante isto», refere o porta-voz da CEN, citado pela agência Fides.

De acordo com Abelardo Mata, os pedidos da Cáritas continuam «exageradamente» controlados, desde documentos, a donativos, passando pela documentação dos países de onde provém a ajuda, principalmente dos Estados Unidos da América, Alemanha ou Canadá. «Todos os programas da Cáritas e das dioceses são programas sociais para ajudar os mais pobres, não há nada comercial. Isto reflete a falta de humanismo do regime porque não vê as necessidades de quem sofre», conclui o bispo de Estelí.
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