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Morte de sírios aumenta todos os dias
Texto J.B. | Foto Lusa | 17/08/2019 | 09:23
Ataque aéreo provocou a morte a ocupantes de ambulância. Nações Unidas lamentam o facto de trabalhadores humanitários continuarem a «pagar com as suas vidas os seus esforços para ajudar os outros»
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A quantidade de civis mortos cresce diariamente com o prosseguimento dos combates nos territórios sírios de Idlib e do norte de Hama, refere um comunicado do Escritório Regional Humanitário para a Crise da Síria, que reage às ofensivas aéreas em Ma`arat Humeh. Dois funcionários humanitários e um trabalhador das equipas de resgate morreram na passada quarta-feira, 14 de agosto, depois da ambulância em que seguiam ter sido destruída na região do sul de Idlib. As vítimas foram o paramédico e o motorista.

Segundo Mark Cutts, vice-coordenador do Escritório Regional Humanitário para a Crise da Síria, mais de 500 mortes de civis foram registadas pela Organização das Nações Unidas (ONU) nos últimos três meses e meio. Grande parte das vítimas perdeu a vida no decorrer de operações do «governo sírio e seus aliados».

Mark Cutts considera que a ofensiva aérea desta semana demonstra, mais uma vez, o «horror em Idlib e no norte de Hama». Nessa região, residem «três milhões de civis que continuam isolados e funcionários humanitários, equipas médicas e de resgate que continuam a pagar com as suas vidas os seus esforços para ajudar os outros», lamenta o responsável, citado pelos serviços de comunicação da ONU. Esses funcionários «arriscam a sua vida para ajudar os civis presos nessa área, incluindo mulheres e crianças, doentes, idosos e pessoas com deficiências».

As ações levadas a cabo na região englobam escavações em busca de pessoas debaixo dos escombros, o transporte de civis feridos para os hospitais, a prestação de cuidados médicos e a ajuda durante a fuga daquele território. Segundo Mark Cutts, nestas regiões aumenta a falta de segurança para todos «aqueles que estão a arriscar tudo para ajudar as pessoas mais vulneráveis do mundo, que estão a ser atacadas».
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