+ infoAcontecer
Mundo
Indígenas da Malásia denunciam conversões forçadas
Texto F.P. | Foto Lusa | 19/07/2019 | 07:03
Grupo de nativos entregou um memorando no Parlamento pedindo ao governo para travar a conversão forçada ao Islão. Pregadores muçulmanos estarão a ser enviados para as comunidades para as tentarem converter
imagem
As comunidades indígenas da Malásia enviaram recentemente um pedido ao Parlamento, instando o governo a acabar com a prática de conversões forçadas ao Islão, o que consideram ser uma falta de respeito pela sua cultura, religião e tradições dos seus povos. Para eles, a presença invasora de pregadores muçulmanos está a «diluir» a sua forma de vida e a sua cultura.

«Esta forma de proselitismo está em marcha há muitos anos. Muitos dos nossos membros ficaram surpreendidos quando descobriram que tinham sido registados como `muçulmanos´ nos seus documentos de identidade. Este é um delito grave, porque para uma conversão religiosa deve haver um consentimento prévio e devemos ser consultados antes de qualquer mudança nos nossos documentos», explica à agência Fides o porta-voz do grupo, Anjang Aluej.

«É como se não tivéssemos a liberdade para escolher a nossa religião. Não só estamos a perder lentamente a nossa terra e as nossas tradições, mas também a nossa identidade», denuncia o representante indígena, assinalando que, por vezes, os pastores das comunidades cristãs que se deslocam às aldeias, também caem na tentação do proselitismo.

No memorando entregue aos deputados, os indígenas denunciam ainda as atividades como a desflorestação e a mineração em terras ancestrais, que põem em risco a vida das comunidades locais. A comunidade «orang asli», por exemplo, descobriu que o governo planeava construir algumas barragens junto às suas aldeias, o que obrigava as pessoas a abandonarem as suas casas.
Qual é a sua opinião?
Login
Email: Palavra-chave:
Esqueceu-se da sua palavra chave?
Registar
Comentário sujeito a aprovação.