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Mais de 85 por cento dos pobres vivem em África e na Ásia
Texto F.P. | Foto Lusa | 15/07/2019 | 07:03
Novo estudo das Nações Unidas identifica grandes desigualdades entre os países e conclui que cerca de 1,3 biliões de pessoas, de 101 nações, estão no limiar da pobreza
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O relatório final do Índice Multidimensional de Pobreza, um estudo que avalia a pobreza através dos rendimentos, do acesso à saúde, da qualidade do trabalho e das ameaças de violência, conclui que mais de 85 por cento dos pobres vivem na África subsaariana e no sul da Ásia e que cerca de 1,3 biliões de pessoas, das 101 nações analisadas, são consideradas «multidimensionalmente pobres».

«Pobreza Multidimensional é um conceito importante, porque tenta perceber de que forma é que as pessoas vivem em pobreza. Além do rendimento, tende a medir também a forma como indicadores ligados a saúde e à educação têm impacto na forma como as pessoas vivem as suas vidas. Quando temos este conceito um bocado mais abrangente da pobreza, aquilo que verificamos é que o número de pessoas que vivem em pobreza é maior do que aquele número de pessoas que vivem em pobreza quando medimos apenas através do rendimento», explica Pedro Conceição, da agência do Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

De acordo com os dados recolhidos, verifica-se que o nível desigualdade é imenso na África subsaariana, onde varia de 6,3 por cento na África do Sul, a 91,9 por cento no Sudão do Sul. O nível de disparidade no sul da Ásia oscila entre os 0,8 por cento nas Maldivas e os 55,9 por cento no Afeganistão. Em geral, as crianças suportam o maior peso dos níveis internos de desigualdade. Cerca de 663 milhões das pessoas pobres identificadas são menores de 18 anos e perto de um terço, o equivalente a 428 milhões, têm menos de 10 anos.

Segundo Pedro Conceição, ao identificar as áreas onde as famílias são pobres, e onde há mais vulnerabilidade, é possível fornecer informação aos governos para que possam conceber e desenvolver políticas públicas e afetação de recursos precisamente nas áreas em que mais investimentos são necessários para reduzir a pobreza.
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