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Seca ameaça 2,8 milhões de pessoas em Moçambique
Texto F.P. | 10/07/2019 | 15:07
Governo pretende reforçar programa de construção de reservatórios de água, para disponibilizar água para consumo humano e animal, e desenvolver os mecanismos de produção agrícola
O primeiro-ministro moçambicano, Carlos Agostinho do Rosário, revelou esta quarta-feira, 10 de julho, que há cerca de 2,8 milhões de pessoas, em 27 distritos do país, em situação de vulnerabilidade devido à seca. O governante anunciou ainda a intenção do executivo em reforçar as infraestruturas de captação de água e as medidas de prevenção para as calamidades naturais.

«A nossa visão sobre a redução da vulnerabilidade consiste numa abordagem integrada para a redução de perda de vidas humanas e meios de subsistência bem como a prevenção de surgimento de novos riscos de desastres. Esta abordagem visa reforçar a capacidade das comunidades para fazerem face aos desafios colocados pelos impactos das medidas climáticas. É neste âmbito, que estamos a apostar na construção de infraestruturas para captação e conservação da água, restauração do meio ambiente natural e de paisagem», afirmou o primeiro-ministro, na abertura de um simpósio sobre zonas áridas e semi-áridas.

Carlos do Rosário admitiu que há ainda muito a fazer para alargar a mais distritos o programa de construção de reservatórios escavados e furos multiusos, mas prometeu o empenhamento do governo no reforço do projeto. «O nosso maior desafio, de momento, é assegurar a disponibilidade de água para o consumo humano, a produção de alimentos e disponibilizar água para os animais, nas zonas propensas à seca», sublinhou.
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