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Famílias moçambicanas quase sem reservas alimentares
Texto F.P. | Foto DR | 26/06/2019 | 07:02
Produção agrícola é das mais baixas dos últimos cinco anos e muitos agricultores estão já a trocar os seus animais por comida. A situação poderá agravar-se nos próximos meses
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Um estudo divulgado recentemente pela Fews Net, uma rede mundial de aviso prévio sobre segurança alimentar, prevê que muitas das famílias moçambicanas dependentes da agricultura esgotem as suas reservas alimentares até setembro próximo e que enfrentem graves problemas com a alimentação.

A produção agrícola da época 2018-2019 regista níveis abaixo da média dos últimos cinco anos, e segundo a Fews Net, muitas famílias estão já a trocar os seus animais por comida, e a apostar na venda de carvão vegetal e madeira. O país enfrenta a pior crise de insegurança alimentar dos últimos três anos.

De acordo com o estudo, a emergência humanitária que se vive em muitos distritos de Moçambique é provocada pela passagem dos ciclones Desmond, Idai e Kenneth, pelas chuvas torrenciais e inundações, no norte e centro, e pela seca na região sul. Há pelo menos 67 mil crianças com idades entre os seis e os 59 meses em situação de mal-nutrição aguda nos distritos analisados, sendo que 6.500 sofrem de mal-nutrição aguda severa.

O relatório indica ainda que mais de um milhão de toneladas de culturas, incluindo milho, arroz, amendoim, feijão e vegetais, foram destruídas nas três regiões do país, devido aos ciclones e à seca. Os desastres naturais destruíram também embarcações e equipamentos de pesca, uma atividade importante para a sobrevivência de milhares de famílias das zonas costeiras.
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