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Professores pouco preparados para lidar com refugiados
Texto F.P. | Foto Lusa | 24/06/2019 | 07:02
Estudo elaborado por agência das Nações Unidas conclui que é necessário melhorar a formação dos professores para que possam assegurar apoio psicossocial às crianças que viveram eventos traumáticos
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O número de crianças migrantes e refugiadas em idade escolar cresceu 26 por cento nos últimos 18 anos e, na ausência de centros de saúde específicos para os assistir, as escolas desempenham um papel fundamental na restauração da estabilidade emocional dos menores, pelo é essencial uma melhor formação do corpo docente.

A conclusão é do Departamento de Monitorização da Educação Global da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), num novo relatório sobre o desafio educacional do trauma, em que foram analisadas as experiências traumáticas de muitas das crianças migrantes refugiadas, que acabam por transformar-se em stress e afetar a sua capacidade de aprender.

Segundo o autores do documento, um terço das 160 crianças desacompanhadas que necessitavam de asilo na Noruega, vindas do Afeganistão, do Irão e da Somália, sofria de distúrbio de stress pós-traumático. Das 166 crianças e adolescentes refugiados desacompanhados na Bélgica, entre 37 e 47 por cento tinham sintomas severos a muito graves de ansiedade, depressão e transtorno do stress pós-traumático.

As taxas de trauma entre os deslocados em países de baixos e médios rendimentos também são altas. Como exemplo, 75 por cento das 331 crianças deslocadas internamente em campos no sul de Darfur, no Sudão, preencheram critérios de diagnósticos para transtorno de stress pós-traumático, e 38 por cento sofriam de depressão.

Dado que os professores que trabalham com estudantes migrantes e refugiados que sofreram traumas enfrentam dificuldades específicas, os especialistas da UNESCO defendem que recebam formação específica para lidar com estes desafios na sala de aula. E sugerem que as intervenções psicossociais sejam feitas em cooperação entre os serviços de educação, saúde e proteção social.
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