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Uma em cada três pessoas não tem acesso a água potável
Texto F.P. | Foto Lusa | 19/06/2019 | 07:02
Mais de metade da população mundial também não é servida com serviços de saneamento e higiene adequados. Apesar dos progressos há ainda muitas lacunas na qualidade dos serviços prestados
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Um relatório conjunto do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e da Organização Mundial de Saúde (OMS) conclui que biliões de pessoas em todo o mundo continuam a sofrer com o acesso precário a fontes de água potável, saneamento e higiene.

Segundo o documento, cerca de 2,2 biliões de pessoas não têm acesso a serviços de água potável seguros, 4,2 biliões não têm serviços de saneamento e outros três biliões nem sequer possuem instalações básicas para lavar as mãos. É verdade que foram registados progressos nos últimos anos, mas as lacunas na qualidade dos serviços prestados são enormes.

«O mero acesso não é suficiente», pois pode existir água mas ser imprópria para consumo, assim como podem haver instalações sanitárias, mas serem insuficientes e inseguras, alertou a diretora do UNICEF para este setor, Kelly Ann Naylor, pedindo mais investimento aos governos para que «as famílias e crianças nas comunidades pobres e rurais não sejam deixadas para trás».

De acordo com os resultados obtidos no relatório, desde o ano 2000, 2,1 biliões de pessoas ganharam acesso aos serviços de saneamento básico, mas em muitas partes do mundo estes resíduos não são tratados com segurança. E cerca de dois biliões de habitantes ainda não têm acesso a saneamento básico.

Em relação às instalações básicas para lavagem das mãos com água e sabão, três quartos da população dos países menos desenvolvidos não tem acesso a este serviço, um fator que contribui para as 297 mil mortes anuais de crianças com menos de cinco anos, vítimas de diarreias causadas pela falta de higiene.
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