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Quase sete milhões de sul-sudaneses estão a passar fome
Texto F.P. | Foto Lusa | 18/06/2019 | 07:02
Número de pessoas que enfrentam níveis críticos de insegurança alimentar é o mais alto de sempre. Mais de metade da população não tem o que comer. Agências da ONU preparam resposta de emergência
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Até final de julho, estima-se que cerca de 6,9 milhões de pessoas enfrentem níveis agudos de insegurança alimentar no Sudão do Sul, devido à baixa produção de alimentos, ao aumento de preços e à insegurança no país, alertam os responsáveis de três agências das Nações Unidas.

De acordo com uma pesquisa efetuada no âmbito da Classificação da Segurança Alimentar Integrada, cerca de 21 mil pessoas deverão enfrentar uma falta de acesso a alimentos de nível catastrófico, o índice mais alto da classificação. Cerca de 1,82 milhão enfrentarão o nível de emergência, e outros 5,12 milhões devem ocupar o nível de crise.

Entre as causas para este agravamento da crise alimentar, está o começo mais cedo da estação da escassez, após níveis de produção baixos em 2018, e o início tardio das chuvas sazonais. A instabilidade económica e os anos de conflito também contribuíram para a interrupção dos meios de subsistência.

«A implementação do acordo de paz e a estabilidade política são obrigatórias para permitir a assistência humanitária urgente, proteger os meios de subsistência e impulsionar a produção agrícola», sublinha o representante da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) no Sudão do Sul, Meshack Malo, lembrando que «os níveis de subnutrição continuam críticos em muitas áreas e o medo é que a situação possa piorar nos próximos meses».
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