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Remessas de migrantes ajudam 800 milhões de famílias
Texto F.P. | Foto Lusa | 18/06/2019 | 10:29
Metade dos fluxos financeiros enviados para os países de origem pelos trabalhadores estrangeiros vai para as áreas rurais, onde a pobreza e a fome estão mais concentradas
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Mais de 200 milhões de migrantes enviam remessas para os seus países de origem ajudando a melhorar a vida de 800 milhões de familiares e a criar um futuro de esperança para os seus filhos, revela um relatório das Nações Unidas, sublinhando que metade destes fluxos financeiros vão para as áreas rurais, onde há mais necessidades e onde as remessas têm maior impacto.

«Não se trata do dinheiro ser enviado para casa, trata-se do impacto que tem na vida das pessoas. As pequenas quantias de 200 ou 300 euros que cada migrante envia para casa compõem cerca de 60 por cento do rendimento familiar, e isso faz uma enorme diferença nas suas vidas e nas comunidades onde vivem», refere o presidente do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA), Gilbert Houngbo.

Tendo em conta os benefícios que estas contribuições têm em milhões de lares, mas também em comunidades, países e regiões inteiras, a ONU pede aos governos, setor privado e sociedade civil que encontrem formas de aumentar o impacto das remessas através de ações individuais ou coletivas, propondo, por exemplo, a redução dos custos de transferência e uma maior inclusão financeira.
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