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Dia Mundial do Doador de Sangue
Ruanda usa drones para levar sangue a zonas remotas
Texto F.P. | Foto Zipline | 14/06/2019 | 15:06
Nações Unidas apelam aos líderes internacionais que sigam o exemplo do país africano e invistam mais nos sistemas de recolha, de supervisão e vigilância de toda a cadeia de transfusão
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A doação de sangue e o acesso universal e seguro à transfusão de sangue devem fazer parte da cobertura universal de saúde, defendem os responsáveis das Nações Unidas, numa mensagem alusiva ao Dia Mundial do Doador de Sangue, que se assinala esta sexta-feira, 14 de junho. Até 2020, todos os países deviam obter quantidades de sangue necessárias através de doadores voluntários não remunerados.

Este ano com o lema «Sangue seguro para todos», as comemorações oficiais estão agendadas para cidade de Kigali, no Ruanda, um dos países modelo na recolha, tratamento e distribuição de sangue. As autoridades ruandesas criaram um serviço nacional de sangue de alta qualidade, triplicando as taxas de doação de sangue entre 2000 e 2018, e implementaram um novo sistema, que usa drones para levar sangue e salvar vidas nas zonas rurais.

Partindo deste exemplo, a ONU pretende encorajar mais pessoas para que se tornem doadoras e contribuam de forma regular «para construir uma base sólida de fornecimento de sangue sustentável suficiente para atender às necessidades de todos os pacientes». Ao mesmo tempo, é feito um à ação de governos, autoridades nacionais e serviços nacionais, para que sejam implementados sistemas para aumentar a recolha, fornecer cuidados aos doadores, promover o uso clínico apropriado do sangue, e estabelecer processos para a supervisão e vigilância de toda a cadeia de transfusão.

Segundo os especialistas da organização, a transfusão de sangue e produtos sanguíneos salvam milhões de vidas todos os anos. Embora a necessidade de sangue seja universal, há uma diferença importante no nível de acesso dentro e fora dos países. Em 2009, decisores políticos e representantes não governamentais de 40 países assinaram a Declaração de Melbourne, onde é assumida a meta de que todos os países devem obter as quantidades de sangue necessárias através de doadores voluntários não remunerados até 2020.
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