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Igreja contra reintrodução da pena de morte nas Filipinas
Texto F.P. | Foto Lusa | 26/05/2019 | 15:54
É uma das polémicas propostas do Presidente Rodrigo Duterte que pode contar com o apoio da maioria do Senado. Católicos estão contra e pedem bom senso aos senadores
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A Igreja Católica das Filipinas, através de Rodolfo Diamante, membro da Comissão Episcopal Penitenciária, manifestou-se esta semana contrária a uma possível reintrodução da pena de morte no país. «Os legisladores não deveriam aprovar leis só para agradar ao Presidente», disse o líder católico leigo.

De acordo com o presidente do Senado, Vicente Sotto III, a restauração da pena capital para alguns delitos graves é uma possibilidade, já que nas recentes eleições a assembleia ficou debaixo do controlo do Presidente Rodrigo Duterte, e essa tem sido uma das suas propostas. Dois dos nove novos senadores expressaram publicamente o seu apoio a esta medida punitiva.

A pena de morte nas Filipinas foi declarada ilegal em 1987, restaurada seis anos depois e novamente abolida em 2006. Para Rodolfo Diamante, «nunca foi e nunca será uma solução ou um impedimento para o crime». «É uma medida contra a vida, contra os pobres, que não têm os meios adequados para defender-se perante os tribunais, e não fará outra coisa que agudizar a cultura de violência que inunda o país. A população filipina merece melhor», sublinhou o responsável em declarações à agência Fides.
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