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Risco de doenças contagiosas mantém-se alto em Moçambique
Texto J.B | Foto Lusa | 21/05/2019 | 17:01
Organismo das Nações Unidas alerta para insegurança alimentar, casos de malária e disseminação do HIV
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Mais de dois meses depois da passagem do ciclone Idai em Moçambique, as consequências da catástrofe continuam a fazer sofrer a população. De acordo com o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha), a destruição de plantações e outros meios de subsistência leva a um «risco do aumento da insegurança alimentar nos próximos meses», que poderá afetar «muitos» moçambicanos.

Outra das preocupações dos profissionais do Ocha está relacionada com o risco de doenças transmissíveis, que «continua alto». Dados deste organismo das Nações Unidas mostram que o surto de cólera tem sido «amplamente contido, inclusive devido ao sucesso da campanha de vacinação oral contra a doença».

Contudo, os casos de malária continuam a «aumentar» em Sofala, por exemplo, onde foram contabilizados 26.788 casos da doença até à segunda semana de maio. A propagação do HIV também continua a ser um motivo de grande preocupação para as equipas que se encontram no terreno.

Segundo o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, depois da passagem do ciclone, mais de 1,62 milhão de pessoas receberam assistência alimentar nas províncias de Manica, Sofala, Tete e Zambézia, e cerca de 58 mil crianças foram beneficiadas com ações de educação.

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